O mundo está conectado. E também estamos nós, pequenos e médios empreendedores, usufruindo das maravilhas do marketing digital.

Como maior entusiasta que eu conheço das estratégias online, ouso em dizer que o grande benefício com a revolução dos meios de comunicação é a democracia: todos podem usar suas ferramentas, gratuitamente ou investindo, porque, contrariando as mídias tradicionais, investimentos menores são permitidos.

Mesmo com tanta democracia e informação, como o Facebook ensinando o passo a passo como se criar um anúncio ou o Google promovendo cursos gratuitos em cinemas e disponibilizando manuais e tutoriais na internet, ainda escuto muitas afirmações que me fazem fechar os olhos e torcer o nariz. Assim, decidi escrever sobre os mitos que rondam esse tema.

1 – Preciso de marketing digital para incrementar o meu faturamento. Precisa mesmo, acredito nisso com todas as minhas forças. Mas antes, precisa de um planejamento de negócio. Porque o marketing digital pode potencializar o seu sucesso ou o seu fracasso, o seu lucro ou o seu prejuízo. Você tem que ter bem claro qual é sua estratégia. De logística, de pós vendas, de produção, de compras, de inovação. E tem que conhecer exatamente os seus indicadores financeiros, sua margem de lucro, o custo de seus produtos, seu giro de estoque. Então, o marketing digital vai ser uma ferramenta para te ajudar a buscar clientes potenciais qualificados, mas você vai ter que garantir a entrega rápida, de qualidade e eficiente.

2 – Vou dobrar meu investimento. Mas você vai dobrar sua força de vendas? E sua produção? E seu pós vendas? Porque já vi muita empresa aumentar seu investimento, incrementar consideravelmente o número de intenções de compras e não ter gente suficiente e nem processo para atender a demanda, gerando mais clientes sem atendimento que atendidos e – com uma probabilidade muito grande – mais clientes insatisfeitos que acabaram comprando do concorrente.

3 – Preciso ter muitos “curti”. Adoro os “curti”, adoro compartilhamentos. É bom para divulgar a marca, é bom para construir imagem, é bom para se relacionar com clientes. Sem falar que afaga o ego do empreendedor que percebe cada um deles como elogio. O meu ego também infla nessas ocasiões. Mas eles não geram vendas, necessariamente. Isso significa que não precisamos deles? Precisamos sim, mas sozinhos eles não sustentam nosso faturamento. É preciso entender as ferramentas digitais, os benefícios para sua marca que elas trazem e o que pode se explorar em cada uma delas, principalmente nas que permitem conversão em vendas.

4 – Preciso estar presente em todas as redes sociais. Sim, precisa, mas com qualidade. Portanto, se não tiver uma estratégia e frequência definidas para cada uma delas, é melhorescolher a que mais pode aproximar a sua marca de seu público e dedicar-se a ela. E poderá ampliar sua atuação conforme aumentam seus recursos.  
 
 5 – Vou replicar minha estratégia off-line nas mídias online. Essa é uma máxima que muita gente já entendeu que tem que ser dosada, mais especificamente na proporção 80/20. Pode-se falar das promoções e dos benefícios de seus produtos, mas precisa-se falar, prioritariamente, de assuntos que sejam do interesse de seu público. Sua empresa tem que promover conteúdo, gerar informação que chame a atenção na página super dinâmica do consumidor. E esse conteúdo tem que conectar o público com a sua marca, tem que fazê-lo entender que vocês falam a mesma língua e que há identidade entre os valores dele e os de sua empresa.  

 

Eu poderia falar aqui do sexto mito, que é quanto as pessoas acham que entendem desse assunto todo. Já conheci muitos “experts” sem nenhuma “expertise”. Sorte a sua, sorte a minha.

Porque no mundo digital, o pequeno pode ter desempenho de grande e eu sou muito convicta que o conjunto criatividade, conhecimento e bom senso aliado à excelente operacionalização podem de fato promover aumentos consideráveis no faturamento de uma empresa. E ter um profissional de marketing digital que de fato entenda do assunto para te auxiliar nessa experiência é, na maioria das vezes, a diferença entre um percentual de aumento de vendas 1 dígito ou 2.

Publicado originalmente na RME, em julho de 2o14.

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