O que muda no marketing: onde estamos indica para onde vamos

Ao lançar um olhar curioso sobre o futuro precisamos avaliar o que nos trouxe até o momento presente e seguirá rompendo barreiras, uma após a outra. A visão pede amplitude para enxergar além das quatro paredes do próprio negócio. Só assim podemos entender o contexto em que as tendências se movem.

Como em todo processo que envolve as marcas, não é possível observar apenas um, entre tantos recursos disponíveis para fortalecer a imagem, vender produtos e serviços, engajar consumidores e conquistar novos espaços no mercado. Se você trabalha com marketing, certamente seu trabalho tem a ver com tudo isso e mais um pouco. Aliás em um mundo de consumidores fluidos quem ainda pensa que tem uma atividade estanque sem saber o que acontece na outra? Por isso, ao buscar as tendências em marketing e comunicação para 2018, na verdade estamos falando de tendências de consumo, de vendas, de mídia digital, enfim, de tudo que envolve as marcas e a imagem que elas pretendem transmitir por meio das ações de suas ações.

“Todas as revoluções anteriores mudaram nossa forma de fazer as coisas, nos tornaram mais produtivos. Mas a quarta revolução industrial nos modifica, até certo ponto, muda nosso comportamento, muda nosso comportamento como consumidores, como nos comunicamos, como produzimos.” Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, em entrevista para o programa Milênio, da Globonews.

Vivemos na Era Digital, que permeia tudo e segue acelerando as mudanças, num processo disruptivo em que o novo chega para multiplicar as possibilidades de comunicação em todos os campos. Vejamos onde estamos agora:

1- Hubs nos clientes e equipes colaborativas

Quem está do outro lado da mesa? Na verdade não existe mais o outro lado da mesa. Dentro do cliente a realidade agora é outra, grandes marcas já saíram na frente e transformaram o antigo departamento de marketing em um verdadeiro “hub” de talentos nas áreas de TI, Business Intelligence, Criativos, Inovadores, todos com licença para testar, errar e começar de novo num processo de lean startup. Quem puder que se prepare para atender essas novas equipes, inclusive trabalhar na mesma sala se for preciso.

No mercado de comunicação também surge um novo modelo de equipes multidisciplinares. Elas trabalham em rede para gerar ações e campanhas colaborativas, onde os talentos se unem para a solução de problemas conforme eles surgem. A figura Agência/Cliente agora se multiplica em novos formatos como: Cliente/Agência PP / Agência digital; Cliente/PR/Consultorias; Cliente/ Produtoras/Agências PP/PR e tantos outros modelos com um só objetivo: vencer as demandas do mercado. Um desafio e tanto!

2- Foco nas pessoas

O digital permeia tudo e se torna um caminho obrigatório para as marcas seguirem os consumidores. O acesso ao mobile e às redes sociais gerou um consumidor empoderado, que exige mais, comenta, critica, mas também compra e recomenda. Não existe mais a escolha de adotar uma política de “low profile”, porque a marca vai entrar na pauta dos consumidores, você queira ou não e é melhor estar atento e participar da conversa. Sim porque agora a comunicação é bidirecional e isso exige treino, tecnologias e atitudes em “real time”. A conectividade remodela tudo, desde o comportamento até as expectativas em relação às marcas. As conexões do consumidor impactam a forma como ele consome conteúdo e não apenas as decisões de compra, mas onde e como compra, online e offline. Tudo pede agilidade de respostas, mas também cria oportunidades de oferecer serviços e conteúdos online, além de encantar, envolver e conquistar os consumidores nos “touchpoints” de engajamento com as marcas.

“A tão falada disrupção precisa estar centrada nos consumidores, nas pessoas e, em maior instância, na humanidade. E, para isso, é preciso entender que o comportamento do ser humano muda a uma velocidade sem precedentes e, portanto, os modelos de negócio precisam mudar também.” Simon Martin, CEO da Oliver Agency, no ProXXIma.

3- Os desafios da mídia tradicional na busca por audiência

Com a audiência pulverizada diante das muitas opções que surgiram com a entrada de novos players, facilitada pelo ambiente digital, a mídia tradicional enfrenta profundos desafios na busca por audiência e anunciantes. Um atrelado ao outro como sempre. Ao mesmo tempo em que são obrigadas a reinventar o negócio, as verbas mínguam e os desafios se ampliam. Alguns grupos se mobilizam na direção dos rumos ditados pelo impacto das redes sociais e dos novos hábitos impulsionados por elas. Nesse contexto as marcas continuam buscando oportunidades de conversar com o consumidor e como elas são cada vez mais raras, as ações de marketing exigem ainda mais inteligência e assertividade.

4- Tecnologias exponenciais impactam tudo

A possibilidade de trabalhar com dados mais precisos traz um nova realidade para os profissionais de marketing. Eles precisam adquirir competências para dialogar com o Businesss Inteligence e a área de tecnologia, que antes atuavam isolados do contexto. Lidar com números passou a ser obrigatório para quem era de humanas até ontem, porque agora temos um volume de informações gigantesco a ser decifrado. Ao mesmo tempo novos recursos são incorporados às campanhas, ações e relacionamento com os clientes. Os profissionais precisam entender o que são e como utilizar Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Mixed Reality, Chatbots, Drones… sim, tudo isso deixou de ser ficção e está disponível para aplicações surpreendentes no relacionamento das marcas com os consumidores.

Todas essas tendências se mostraram muito fortes no ano passado e continuarão impactando o mercado e portanto as ações de marketing daqui para frente, com os esperados desdobramentos. Você pode escolher se vai surfar na onda ou se afogar com ela.

Para saber mais entre em contato conosco pelo e-mail: contato@stratlab.com.br.

Envie seu comentário