Sou recém chegada do mundo corporativo. Faz pouquíssimo tempo, menos de 80 dias, que decidi ter meu próprio negócio. E no final de semana passado participei da minha primeira Virada Empreendedora.

Não imaginei que teria tanto impacto sobre mim e sobre minha vontade de empreender. Se eu for tentar analisar os fatos, esse impacto positivo pode ter a ver com mais de 1000 pessoas transitando civilizadamente pela maior escola de negócios desse país, com sede de informação. Pessoas felizes, que se tratavam com cordialidade, que se olhavam com a empatia de quem tem um objetivo em comum. De alguma forma, éramos todos iguais.

Pode ter a ver com gente que trabalha ou estuda durante a semana dailycialisuse.com/some-interesting-facts-about-what-do-women-think-about-cialis/ toda e “virou” 24 horas, de sábado a domingo, em alguns momentos se desfiando, em alguns momentos desafiando seus colegas e palestrantes, mas em muitos momentos resilientes à nova informação, ao que antes não era conhecido.

E ainda não conhecemos muitas coisas. Muitas eram as mãos levantadas quando uma palestrante que falava de finanças perguntou quem misturava a conta corrente pessoal com a da empresa. Muitos arregalaram os olhos quando se revelou que ideias não têm valor quando não são realizadas. E quando nos chocamos ao escutar que não se deve escutar o coração na hora de empreender, porque é preciso ser racional ao escolher o seu negócio.

Conversando com muitos participantes, não sei concluir se o maior prazer é o da descoberta do novo ou de que há ainda muito para aprender. Somos todos jovens, tendo 20 ou 70 anos, enquanto tentamos decifrar o empreendedorismo e seus segredos.

As estatísticas ainda estão sendo analisadas, mas escutei tantas pessoas com suas expectativas com relação ao evento atendidas, satisfeitas com o que encontraram, que deram uma boa dose de realidade aos seus sonhos, renovaram suas crenças em si mesmo e no que constroem, que pude ver uma das frases que o último palestrante do evento deixou para nós se materializar na minha frente: “ninguém é tão inteligente como todos nós juntos”.  Juntos podemos mesmo ir além.

Então pensei nas pessoas que não conseguiram estar no evento. Sabe qual a notícia boa? As redes de colaboração estão aí para ajudar, a Rede Mulher Empreendedora está aí para ajudar. Há outros eventos durante o ano, há outra Virada Empreendedora em 2015, há blogs, há cursos. Há profissionalismo e muita gente disposta a fazer esse país verdadeiramente mais empreendedor.

Só no evento do final de semana passado, tivemos mais de 100 palestrantes, em 7 arenas diferentes, organizadas por uma equipe que trabalhou voluntariamente, orquestrada por uma mulher que sonha grande e luta todos os dias para fazer acontecer. A troco de quê? Do amor pela causa e pela decisão consciente de apoiar o empreendedorismo nesse país.

Eu fiz parte e quero continuar fazendo. Porque é tão bom estar junto na batalha quanto comemorar a vitória. E, juntas, cada integrante dessa rede ainda terá muito para comemorar.

Publicado oiginalmente na Rede Mulher Empreendedora, em maio de 2014.