Se no passado colocar uma marca em destaque no mercado era um desafio que resultava em sucesso para poucos, na era digital ele se tornou assustador. Mas por quê? Porque agora, mais do que nunca, o consumidor foi alçado para o centro da estratégia.

É ele, este ser hiperconectado, que tem as rédeas nas mãos, quem dá o tom da movimentação do mercado. É preciso, portanto, encantá-lo e proporcionar uma excelente experiência em sua jornada de compra.

Tornar seu produto e serviço atraentes, em meio a um caldeirão de opções – a um clique da sua majestade, o cliente – requer conhecimento/pessoas, estratégia e tecnologia.

Chegar lá depende de uma boa caminhada que inclui uma série de ações como planejamento, criatividade e conhecimento. E então, é claro, que nome, logotipo e slogan ajudam bastante, mas não bastam.

É preciso mais: formar um laço com esse consumidor, torná-lo fã. E para isso é preciso de algo que transcende o trivial: valor! Ou seja, o que o consumidor ganha ao escolher o meu produto ou serviço?

E mais ainda: qual vantagem poderá obter ao escolher o meu produto e não um outro? No cenário digital, a experiência do usuário ajuda, e muito, a criar forte empatia com público-alvo.

É vital conquistar corações e mentes do consumidor. Ouvi-lo, interagir por meio das redes sociais, que são o seu reduto de informações e dão voz a ele. Ficar atento e abrir as portas desses canais é uma estratégia intimista, que leva à personalização do atendimento.

Falar a mesma linguagem de quem se pretende atingir é chave. Criar empatia digital. Assim, é possível promover engajamento entre a marca e o consumidor. A satisfação leva à disseminação natural de uma boa experiência e ao compartilhamento voluntário e entusiasta do próprio usuário – esse é o quadro almejado, o Nirvana!

Falar a mesma linguagem de quem se pretende atingir é chave. Criar empatia digital. Assim, é possível promover engajamento entre a marca e o consumidor

Fernando Mattoso Lemos, que até dezembro respondia como VP, CIO, CTO e CDO da Natura, postou recentemente em suas redes sociais indagações sobre o tema. Ele disse que há uma afinidade com determinadas marcas que é difícil de entender.

“É como se as conhecêssemos. Em alguns casos, é como se nós as amássemos.” E questiona: “O que é que nos atrai para essas marcas? Por que as recebemos em nossa família ou mostramos lealdade a elas?”.

Ele responde que os responsáveis por essa atração são os “arquétipos de marcas”, que ele define como o “batimento cardíaco de uma marca, porque transmitem um significado que faz com que os clientes se relacionem com um produto como se estivesse vivo de alguma forma, e mantém um relacionamento com ele, se preocupa com ele”.

Emoção e Tecnologia

Tudo aponta para a emoção, para a percepção, para os sentimentos, para a paixão – a tecnologia entra como condutora, facilitadoraExistem inúmeras marcas queridinhas, para citar algumas, começo com uma campeã.

Coca-Cola se mantém atraente por longos anos porque sempre mirou na experiência para não ser mais um produto do seu segmento – “Sinta o Sabor”, “Quando a emoção toma conta”, “Juntos a magia acontece”, “Coca-Cola dá um gás. Vai no gás”.

Outro exemplo é a Dove. Como atinge o coração das mulheres? Valorizando a beleza natural delas, exorcizando padrões, trabalhando com o emocional, pura identificação.

Apple tornou-se a empresa mais bem-sucedida do mundo porque investiu na estratégia de vender valores (elegância, luxo e sonhos) e não produto. E em sua loja física nos EUA, proporciona uma das melhores experiências ao usuário, com um dos mais altos índices de efetivação de vendas.

Todas essas estratégias, verdadeiros imãs do atual consumidor, estão apoiadas em pessoas que sabem usar muito bem a tecnologia em seu favor. Tudo isso em um cenário em que o futuro já se faz presente protagonizado pela Inteligência Artificial. É esse o gás da nova era. Você não conseguirá incendiar o mundo se não houver gás!

Originalmente publicado em: https://www.linkedin.com/pulse/como-ter-um-produto-atraente-para-o-atual-consumidor-wanderley/

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